No último mês de dezembro, entre os dias 7 e 18, foi realizada a Conferência Mundial Sobre o Clima das Nações Unidas, a COP 15, que foi realizada em Copenhague. Este evento é esperado por diversos governos, ONGs, empresas e pessoas interessadas em saber como o mundo vai solucionar a ameaça do aquecimento global. Este evento terminou sem obrigações de reduções esperadas por todos. A meta de redução global de emissões em 50% de gases de efeito estufa não entrou no documento. Os países desenvolvidos terão metas de redução de emissão de 80% até 2050, em relação aos níveis de 1990. A ideia de que as metas deveriam ter um monitoramento internacional, se transformou em algo como “consulta internacional e análise”. E as metas dos países desenvolvidos para 2020 não foi fechada. A COP 15 teve um resultado frustrado. Por isso é tão importante, nos dias atuais, ações sustentáveis em esferas menores que isoladas parecem de pequeno impacto, mas na realidade fazem parte de um todo: a preservação ambiental.
Núcleo de Boas Práticas Sustentáveis No ano passado o Núcleo de Boas Práticas Sustentáveis do CIESP Guarulhos, composto pelos conselheiros José Almeida Chagas, Vanderley Nunes Bastos e Paulo Peixoto, apresentou para a entidade o projeto de Boas Práticas Industriais Sustentáveis, o qual objetiva valorizar as empresas guarulheses que utilizam e priorizam um trabalho sustentável - mesmo que seja de pequenas ações - através de certificados, selo de reconhecimento e divulgação. Para o núcleo as empresas tem que crescer e buscar constantemente a melhoria de suas estratégias de sustentabilidade, mas também terão que pensar em como aumentar produtividade, considerando escassez de recursos, tornando seus processos mais limpos e eficazes. Assim, segundo o núcleo, o CIESP Guarulhos estará estimulando o combate da degradação ambiental com medidas e sugestões concretas e efetivas, propiciando a melhoria da qualidade de vida para os seres humanos e para as demais espécies.
Interação da indústria brasileira Para o Núcleo de Boas Práticas Sustentáveis, o crescimento da preocupação em caráter mundial em se conseguir o desenvolvimento sustentável e o consequente aumento do poder de pressão do consumidor, cada vez mais exigente em termos ambientais, estão fazendo com que as empresas potencialmente poluidoras estejam preocupadas com sua imagem, de maneira que se adaptem aos novos tempos, diminuindo seu potencial poluidor. O que está propiciando o surgimento de indústrias de produtos e serviços ambientais, as chamadas "indústrias verdes", que tem suas atividades especializadas e direcionadas à criação e desenvolvimento de processos, programas, serviços e equipamentos não poluidores.
Propostas de ações de melhoria dessa interação Segundo o núcleo, com a necessária administração ambiental, se pode sugerir que as empresas tentem ações como: minimizar o impacto dos resíduos da produção no ambiente; reciclar e reutilizar produtos, bem como elaborar sua contabilidade ambiental colocando no ativo o imobilizado referente aos equipamentos adquiridos visando à eliminação ou redução de agentes poluidores; os gastos com pesquisas e desenvolvimento de tecnologias de aprimoramento de processos; áreas verdes etc. As empresas deveriam também executar programas internos de educação ambiental visando conscientizar seus empregados das novas diretrizes, sem essa parceria dificilmente se conseguiria obter sucesso neste empreendimento. Portanto, hoje em dia cada vez mais é importante que as indústrias em geral providenciem o levantamento de sua posição ambiental, em especial as potencialmente poluidoras, para que possam estar em sintonia com os novos anseios ambientais e em consequência disto obter maior sucesso mercadológico, colaborando também para a obtenção do almejado desenvolvimento sustentável, garantindo o direito de todos terem um meio ambiente equilibrado e sadio. |